Com a restrição do crédito externo, alguns bancos estão aumentando as taxas e reduzindo os prazos
SÃO PAULO - O agravamento da crise financeira nas últimas semanas causou uma restrição do crédito mundial, reduzindo o volume de recursos disponíveis no sistema financeiro internacional. Com isso, o volume de empréstimos no Brasil também fica prejudicado, o que já levou o Banco Central, na semana passada, a anunciar mudanças no depósito compulsório. A nova conjuntura já está mudando, também, o dia-a-dia de algumas instituições financeiras no País.
Fonte: Estadao.com.br
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Bolsas européias fecham em alta com ganhos entre os bancos
As Bolsas européias fecharam em alta nesta sexta-feira, favorecidas pelo bom desempenho dos papéis no setor financeiro. A possibilidade de que o banco americano de investimentos Lehman Brothers venha a ser adquirido por uma instituição asiática animou os negócios.
A Bolsa de Londres fechou em alta de 2,52%, com 5.505,60 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 2,23%, ficando com 4.400,45 pontos; a Bolsa de Milão teve ganho de 1,19%, indo para 21.681 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 1,99%, indo para 408,19 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 1,34%, fechando com 7.094,12 pontos; e a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 1,69%, fechando com 6.342,42 pontos.
O índice FTSEurofirst 300 --que reúne ações das principais empresas européias-- subiu 1,7%, fechando com 1.174,46 --perdendo 1,3% na semana, no entanto. O índice DJ Stoxx para o setor bancário teve alta de 3% --mas, nas últimas cinco sessões, caiu 6,3%.
O setor bancário foi o destaque do dia, com os ganhos nas ações do HSBC (+2,6%), Royal Bank of Scotland (+5,4%) e Barclays (+5,1%).
Ontem, o diário britânico "Financial Times" informou que o Lehman manteve durante a primeira semana deste mês negociações --que fracassaram-- com investidores da Coréia do Sul e da China para vender-lhes a metade das ações da entidade, com o objetivo de melhorar sua base de capital. As companhias com as quais o Lehman Brothers negociou foram o banco coreano Korea Development Bank, de propriedade estatal, e o chinês Citic Securities, que rejeitaram o acordo "no último minuto".
Hoje, no entanto, o Korea Development Bank informou que o Lehman é uma de suas opções de aquisição. As ações do Lehman subiam 13%.
O banco americano obteve em seu primeiro semestre fiscal de 2008 uma perda líquida de US$ 2,285 bilhões, frente a um lucro de US$ 2,419 bilhões no mesmo período de 2007. Os analistas prevêem que o Lehman Brothers terá que anunciar em setembro novas depreciações de ativos em conseqüência da crise, no valor de US$ 4 bilhões, o que elevará o número total para US$ 12 bilhões.
Fonte: Folha Online
A Bolsa de Londres fechou em alta de 2,52%, com 5.505,60 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 2,23%, ficando com 4.400,45 pontos; a Bolsa de Milão teve ganho de 1,19%, indo para 21.681 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 1,99%, indo para 408,19 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 1,34%, fechando com 7.094,12 pontos; e a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 1,69%, fechando com 6.342,42 pontos.
O índice FTSEurofirst 300 --que reúne ações das principais empresas européias-- subiu 1,7%, fechando com 1.174,46 --perdendo 1,3% na semana, no entanto. O índice DJ Stoxx para o setor bancário teve alta de 3% --mas, nas últimas cinco sessões, caiu 6,3%.
O setor bancário foi o destaque do dia, com os ganhos nas ações do HSBC (+2,6%), Royal Bank of Scotland (+5,4%) e Barclays (+5,1%).
Ontem, o diário britânico "Financial Times" informou que o Lehman manteve durante a primeira semana deste mês negociações --que fracassaram-- com investidores da Coréia do Sul e da China para vender-lhes a metade das ações da entidade, com o objetivo de melhorar sua base de capital. As companhias com as quais o Lehman Brothers negociou foram o banco coreano Korea Development Bank, de propriedade estatal, e o chinês Citic Securities, que rejeitaram o acordo "no último minuto".
Hoje, no entanto, o Korea Development Bank informou que o Lehman é uma de suas opções de aquisição. As ações do Lehman subiam 13%.
O banco americano obteve em seu primeiro semestre fiscal de 2008 uma perda líquida de US$ 2,285 bilhões, frente a um lucro de US$ 2,419 bilhões no mesmo período de 2007. Os analistas prevêem que o Lehman Brothers terá que anunciar em setembro novas depreciações de ativos em conseqüência da crise, no valor de US$ 4 bilhões, o que elevará o número total para US$ 12 bilhões.
Fonte: Folha Online
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Bancos terão que beneficiar consumidor para crescer, dizem especialistas
Mudanças de cenário econômico limitaram a rentabilidade dos ganhos.Apesar disso, potencial de crescimento e lucros ainda é grande.
Houve um tempo em que o Brasil era o "mundo dos sonhos" para um banco interessado em acumular lucros bilionários e crescentes: com pouco esforço e aplicações em títulos públicos que remuneravam com juros altíssimos, as instituições financeiras não precisavam de muita criatividade para ver os cifrões de seu patrimônio multiplicarem-se.
Segundo economistas ouvidos pelo G1, a realidade agora é diferente: para garantir a expansão dos negócios, os bancos terão que apostar na sofisticação dos produtos e em benefícios para o consumidor.
"Até um tempo atrás, abrir um banco no Brasil era um bom negócio, mas por razões erradas, que tinham a ver com inflação elevada e taxas de juros muito altas, que favoreciam tesouraria (compra de títulos)", diz o professor da FEA/USP e consultor da Tendências, Márcio Nakane. "Era muito rentável, mas as fontes de rendimento dos bancos não necessariamente estavam casadas com o que era de interesse no país", explica.
Vacas 'menos gordas'
Recentemente, o cenário mudou: o aumento no custo de captação, as alterações nas regras do Banco Central (BC) para as tarifas e a crise financeira internacional limitaram as possibilidades de ganhos nos moldes antigos.
No primeiro semestre, embora tenham continuado a apresentar lucros bilionários e crescentes, a rentabilidade de alguns dos principais bancos foi menor do que há um ano. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (que mede a rentabilidade do dinheiro próprio investido na empresa) do Bradesco ficou em 25,8%, três pontos porcentuais menor que o de igual período de 2007.
No Itaú, a queda foi idêntica, para 27,5%. O Banco Real também amargou redução de 25,4% para 17,1%. Na contramão, ficaram apenas o Banco do Brasil (ficou em 34%, contra 24,3%) e o Unibanco (praticamente estável em 25,9%).
Menos tarifas
Um dos fatores que mais influencia os resultados é a queda nas receitas com tarifas. Desde o fim de abril, o BC limitou a cobrança dessas taxas. Entre outras regras, foi proibida a incidência de taxas na abertura de crédito e na liquidação antecipada de operações. A mudança tocou em um ponto sensível do resultado financeiros dos bancos, que desde o Plano Real era uma das principais fontes de dinheiro do setor.
"Não quer dizer que isso (a queda na rentabilidade) vá prevalecer. Agora que os bancos vão oferecer pacotes isentos para as contas simples, eles vão focar em serviços e produtos para a alta renda, buscar captação de novos clientes", diz o diretor de relações com empresas da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Abimec), Ricardo Tadeu.
Futuro promissor
Os economistas consultados pelo G1 foram unânimes em prever que as perspectivas para o setor bancário no Brasil ainda são, ainda assim, muito boas.
"O potencial de crescimento da base de clientes é muito grande. Existe quase um outro mercado em quantidade de pessoas não-bancarizadas que está fora do mercado", diz o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Domingos Rodrigues Pandeló Júnior.
Na avaliação do economista Márcio Nakane, um dos setores que tende a crescer, por exemplo, é o setor de crédito para habitação, que ainda tem pouca participação dos bancos privados. Segundo ele, a nova fase da relação entre bancos e consumidor deve ser mais favorável para os clientes.
"Daqui para frente esse casamento vai ser melhor. Nós vamos vendo bancos ganhando dinheiro, mas cada vez mais vamos perceber que tem uma contrapartida", afirma.
Fonte: G1
Houve um tempo em que o Brasil era o "mundo dos sonhos" para um banco interessado em acumular lucros bilionários e crescentes: com pouco esforço e aplicações em títulos públicos que remuneravam com juros altíssimos, as instituições financeiras não precisavam de muita criatividade para ver os cifrões de seu patrimônio multiplicarem-se.
Segundo economistas ouvidos pelo G1, a realidade agora é diferente: para garantir a expansão dos negócios, os bancos terão que apostar na sofisticação dos produtos e em benefícios para o consumidor.
"Até um tempo atrás, abrir um banco no Brasil era um bom negócio, mas por razões erradas, que tinham a ver com inflação elevada e taxas de juros muito altas, que favoreciam tesouraria (compra de títulos)", diz o professor da FEA/USP e consultor da Tendências, Márcio Nakane. "Era muito rentável, mas as fontes de rendimento dos bancos não necessariamente estavam casadas com o que era de interesse no país", explica.
Vacas 'menos gordas'
Recentemente, o cenário mudou: o aumento no custo de captação, as alterações nas regras do Banco Central (BC) para as tarifas e a crise financeira internacional limitaram as possibilidades de ganhos nos moldes antigos.
No primeiro semestre, embora tenham continuado a apresentar lucros bilionários e crescentes, a rentabilidade de alguns dos principais bancos foi menor do que há um ano. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (que mede a rentabilidade do dinheiro próprio investido na empresa) do Bradesco ficou em 25,8%, três pontos porcentuais menor que o de igual período de 2007.
No Itaú, a queda foi idêntica, para 27,5%. O Banco Real também amargou redução de 25,4% para 17,1%. Na contramão, ficaram apenas o Banco do Brasil (ficou em 34%, contra 24,3%) e o Unibanco (praticamente estável em 25,9%).
Menos tarifas
Um dos fatores que mais influencia os resultados é a queda nas receitas com tarifas. Desde o fim de abril, o BC limitou a cobrança dessas taxas. Entre outras regras, foi proibida a incidência de taxas na abertura de crédito e na liquidação antecipada de operações. A mudança tocou em um ponto sensível do resultado financeiros dos bancos, que desde o Plano Real era uma das principais fontes de dinheiro do setor.
"Não quer dizer que isso (a queda na rentabilidade) vá prevalecer. Agora que os bancos vão oferecer pacotes isentos para as contas simples, eles vão focar em serviços e produtos para a alta renda, buscar captação de novos clientes", diz o diretor de relações com empresas da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Abimec), Ricardo Tadeu.
Futuro promissor
Os economistas consultados pelo G1 foram unânimes em prever que as perspectivas para o setor bancário no Brasil ainda são, ainda assim, muito boas.
"O potencial de crescimento da base de clientes é muito grande. Existe quase um outro mercado em quantidade de pessoas não-bancarizadas que está fora do mercado", diz o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Domingos Rodrigues Pandeló Júnior.
Na avaliação do economista Márcio Nakane, um dos setores que tende a crescer, por exemplo, é o setor de crédito para habitação, que ainda tem pouca participação dos bancos privados. Segundo ele, a nova fase da relação entre bancos e consumidor deve ser mais favorável para os clientes.
"Daqui para frente esse casamento vai ser melhor. Nós vamos vendo bancos ganhando dinheiro, mas cada vez mais vamos perceber que tem uma contrapartida", afirma.
Fonte: G1
Brasil tem três bancos entre os 15 maiores das Américas
Levantamento da Economatica não considera bancos do Canadá.Diferença entre ativos do BB e Bradesco é a menor da história.O Brasil encerrou o segundo trimestre deste ano com três bancos de capital aberto entre os 15 maiores das Américas, segundo levantamento realizado pela consultoria Economatica. De acordo com a pesquisa, que exclui instituições do Canadá, é a primeira vez na história que isso acontece. O Banco do Brasil aparece na 12ª colocação do ranking, com ativos no valor de US$ 261,6. No final de 2002, o banco era o 27º com ativos no total de US$ 57,9 bilhões. Nesse período os Ativos do Banco se valorizaram em US$ 203,7 bilhões e subiu 15 posições no ranking. Logo em seguida está o Bradesco, na 13ª colocação, com ativos de US$ 253,3 bilhões. Em 2002, o banco se encontrava na 37ª colocação, com US$ 40,4 bilhões. O crescimento do banco, de US$ 212,9 bilhões, é o maior entre os três maiores bancos brasileiros no período. O terceiro banco brasileiro do ranking é o Itaú. O banco fechou o mês de junho com US$ 216,0 bilhões em ativos, o que o coloca na 15ª colocação. Em 2002, os ativos do banco, na 48ª posição, somavam US$ 31,5 bilhões.
Menor diferença da história
Ainda na liderança entre os maiores bancos em ativos do país, o Banco do Brasil já é seguido de perto pelo Bradesco - os ativos do segundo representam 93,8% do total do primeiro (os números de 2008 ainda não consideram as aquisições recentes feitas pelas instituições). No final de 2002, o Bradesco tinha 69,8% do total de ativos do BB. Já o Itaú, em junho de 2008, tinha ativos equivalentes a 82,6% dos ativos do Banco do Brasil, ante 54,3% em dezembro de 2002. Para a análise, a Economatica considerou os balanços publicados pelas empresas brasileiras conforme normativa CVM, convertendo os valores de R$ para US$ pelo dólar Ptax venda fim de cada trimestre. As empresas dos demais países utilizam as normativas próprias dos seus mercados.
Veja o ranking (ativos em US$ bilhões)
1) Citigroup - 2.100,4
2) JP Morgan Chase – 1.755,7
3) BankAmerica – 1.716,9
4) Goldman Sachs – 1.088,1
5) Morgan Stanley – 1.031,2
6) Merrill Lynch – 966,2
7) Fannie Mae – 885,9
8) Wachovia – 812,4
9) Lehman Brothers – 639,4
10) Wells Fargo – 609,1
11) Washington Mutual – 309,7
12) Banco do Brasil – 261,6
13) Bradesco – 253,3
14) US Bancorp – 246,5
15) Itaú – 216,0
Fonte: G1
sábado, 9 de agosto de 2008
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